Na Aula · Personalidades

Precisamos falar sobre Lipovetsky

gilles-lipovetsky

Gilles Lipovetsky é um filósofo francês, professor de filosofia da universidade de Grenoble (França). Teórico da hipermodernidade, autor dos livros A Era do Vazio, O Luxo Eterno, O Império do Efêmero, entre outros.

Em suas principais obras, sobretudo em A Era do Vazio, analisa uma sociedade pós-moderna, marcada, segundo ele, pelo desinvestimento público, pela perda de sentido das grandes instituições morais, sociais e políticas, e por uma cultura aberta que caracteriza a regulação “cool” das relações humanas, em que predominam tolerância, hedonismo, personalização dos processos de socialização e coexistência pacífico-lúdica dos antagonismos – violência e convívio, modernismo e “retrô”, ambientalismo e consumo desbragado, etc.

Lipovetsky é um pensador que não nos permite permanecer passivos diante de seu pensamento. Grande parte deste fenômeno se deve ao fato de sua visão buscar algo entre a crítica e o elogio da sociedade contemporânea. Escolha uma página de maneira completamente aleatória de um dos livros de Gilles Lipovetsky, alguma frase vai chamar a sua atenção. Concordando ou discordando, é bem provável que você queira ler o livro todo.

O Império do Efêmero foi, talvez, o primeiro livro sobre Moda sem figuras. O primeiro a posicionar a Moda na sociedade como pulso vital para as relações. Lipovetsky trouxe um olhar prático para  Moda, que antes só era vista como algo fútil, principalmente por filósofos.

Lipovetsky não tem um estilo bem definido de apresentação, variando entre maneiras de falar semelhante ao de psicólogo ou sociólogo, bem como filósofo, muitas vezes gesticulando enfaticamente. Sua metodologia varia também, e muitas vezes trata de paradoxos. Sua abordagem das questões é quase inexistente epistemologicamente. Há também uma forte influência em sua escrita da literatura francesa, embora ele não escreve ficção.

“A moda, o luxo, o consumo e o lazer são a visão materialista da felicidade, como se ela pudesse nos ser proporcionada pelo mercado. Isso é parcialmente verdadeiro. Sem dúvida, proporciona prazeres. Mas esses prazeres são a felicidade? Não! Você pode viver num palácio, ter um carrão, mas ter problemas com os filhos, no trabalho, ser infeliz. Os objetos de consumo vão proporcionar algum sentimento de evasão, mas não trarão paz, harmonia. Consumir não basta. A felicidade exige outra coisa, principalmente na relação com os outros e consigo. Quem entendeu isso faz política, se engaja em associações. É possível ter satisfação ajudando os outros, as crianças, sentindo-se útil, lutando pela ecologia. Isso não é consumo. O homem não pode se reduzir a um consumidor.” – Gilles Lipovestky

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s