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A dança e sua relação com os tecidos

Tyra Banks Reaction GIF

Roi, turu bon? Eu sei que andei sumida, mas 2019 foi ano de TCC, 2020 chegou com uma pandemiazinha e pá… Sabe como é, né?

Mas vamos ao texto logo porque preciso aproveitar a inspiração antes que eu saia dessa página e vá jogar Fallout.

Eu estava já há MESES querendo fazer um texto sobre figurinos de dança, então nesta manhã de Domingo, enquanto escutava Levitating da Dua Lipa pensei “Ah! Vamos nessa!” (voz de Kenan & Kel).

A dança pode ser considerada uma expressão física de sentimentos transmitidos por um ou vários sons e ao longo dos anos os figurinos de espetáculos foram sendo adaptados para ajudarem o artista a se comunicar melhor com o espectador, mas isso graças à compreensão de figurinistas que com o passar dos anos se dedicaram a estudar os movimentos do corpo humano, além da história contada pelas obras trabalhadas.

Anna Pavlova. Image by © Hulton-Deutsch Collection/CORBIS

Na época do tio Luís XIV (1638-1715) o “balleto” ganhou figurinos alinhados com as histórias que contava. O tio absoluto usava o balé para marketing de sua monarquia, então o investimento nessa cultura era alto mesmo, mas as roupas eram as normais da época: casacos de brocado rígido e muito elaborados, calções até os joelhos, perucas e espadas amarradas à cintura (homens) ou corpetes de mangas compridas e saias com gorros. Um horror! No final do reinado de Luís, com o surgimento da Academie Nationale de Musique et de Danse (1661), incluíram saias rodopiantes, que para época exigiam o uso de “calções de precaução” para não revelar muito da perna, mas na sala de aula as roupas dos dançarinos ainda eram desconfortáveis. Marie Camargo, uma dançarina belga, foi a primeira dançarina a encurtar as saias, pois queria que o publico tivesse total visão dos movimentos. Sua concorrente (alguns chamam de rival), Marie Salle (francesa), se desfez das anáguas para dançar com um vestido fino de musseline (#ousada). 

Na dança moderna, Isadora Duncan (americana) deixou de lado o espartilho e abraçou as túnicas drapeadas feitas de seda ou jersey e os pés descalços. Os figurinos e a maquiagem assumiram um aspecto unissex nessa época. As roupas de treino dos homens nessa época consistiam em camisas brancas de mangas largas e calças escuras com corte abaixo do joelho, meias até os joelhos e sapatos de couro.

Balé de George Balanchine

Nas décadas de 1930 e 40, os homens trocaram calças por shorts, meia-calça e leggings de tricô. Alguns dançarinos já conseguiam pagar pela confecção ou roupas prontas, mas a maioria ainda fazia suas próprias roupas. Em 1934, o coreógrafo George Balanchine (americano) vestiu bailarinos com roupas de ensaio para apresentações oficiais, eram sempre em preto e branco (sua marca). A falta de cores caracterizou os trajes de Balanchine, que sempre eram em preto e branco. Para a temporada de 39/40, o Centro de Dança Moderna de Minneapolis criou uma lista que se chamava “Critérios de Traje”, com regras para os figurinos. Nesta lista de regras, o propósito do figurino é descrito e vários pré-requisitos devem ser planejados pelo dançarino.

Pulando para os anos 50 e 60, os figurinos seguiram sendo simplificados e mais úteis, tanto para ensaios quanto para apresentações. As dançarinas usavam cuecas de cintura alta sobre meia-calça e blusas curtas. As túnicas ainda eram usadas, mas muitas vezes dobradas na frente para dar a ilusão de uma peça de roupa de uma peça só. Na década de 1960, o collant de malha se tornou mais comum. Até a década de 1960, os collant eram usados ​​principalmente por artistas de circo e ginastas e eram feitos de algodão ou bri-nylon que com o tempo ficavam largos/desgastados. Isso foi seguido pelo Bri-Nylon, que oferecia elasticidade, mas ainda assim se tornava deformado. Foi só nos anos 1960 que o Spandex (Lycra) surgiu, tornando-se o queridinho das salas de aula e dos palcos.

As décadas de 1970 e 80 mesclaram mais ainda a moda fitness com a dança, quando macacões, polainas, tiaras e leggings elásticos tornaram-se itens populares entre os dançarinos. Essas novas roupas se ajustavam perfeitamente ao corpo, mantinham sua forma e eram facilmente laváveis. Eles também podem ser produzidos em grande escala e distribuídos nas grandes lojas de departamento, o que simplificava a procura. Quanto ao que era mostrado ao público, mesmo que com adereços, os figurinistas montavam peças de roupas confortáveis e com aberturas e fechamentos fáceis.

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